sexta-feira, agosto 24, 2007

A Teoria do Conhecimento em David Hume

David Hume busca construir uma ciência da natureza humana baseada no método experimental, levando o empirismo às últimas conseqüências. Segundo seu sensualismo, as idéias se fundam na impressão, produzindo a crença na realidade daquilo que é representado. A história existe objetivamente, mas é produto da cristalização de crenças, de representações humanas. Assim como Locke, Hume explica a noção de substância como resultado de um processo associativo, mas acrescenta a idéia de que “eu” (self) também é uma coleção de impressões, sem resultado substancial, constituindo uma concepção da natureza humana que se afasta do jusnaturalismo. A teoria do conhecimento de Hume parte de um ceticismo que declara o fim da metafísica, ou da possibilidade do conhecimento da verdade metafísica, e das idéias claras e distintas do cogito cartesiano.

Hume adverte, entretanto, que o ceticismo extremado não tem influência constante sobre o espírito ou benéfica à sociedade. Ele explica que, felizmente, a ação humana não é interrompida pelo triunfo universal deste princípio, porque o primeiro e mais banal evento da vida coloca o cético no mesmo nível dos filósofos de todas as outras seitas e dos homens que nunca se preocuparam com filosofia*. O ceticismo de Hume, ao estabelecer como princípios crenças sem juízo de valor, parece conseguir evitar o dogmatismo.

A partir de seu empirismo psicológico, imerso na subjetividade, Hume desenvolve sua doutrina de que a causalidade não passa de um habitual processo associativo, uma impressão de que existe uma relação causal entre dois fenômenos somente porque um ocorre após o outro. Dessa forma, ele adota a crença como base de todo conhecimento natural, restringindo à matemática os processos de estruturação lógica. Adotando a crença na existência do mundo exterior, das outras mentes e do curso independente e regular da natureza**, David Hume descarta as bases racionais do entendimento humano, ancorando-o na força do hábito. Ao contrário das crenças de Locke e Montesquieu, para Hume a vida humana é mais regida pelo acaso que pela razão: a razão é e deve ser escrava das paixões.

* HUME, David. (1999), Investigação Acerca do Entendimento Humano. Seção XII: Da Filosofia Acadêmica ou Cética.
** LESSA, R. (2004), “A Condição Hum(e)ana e seus Ensaios”, in David Hume, Ensaios Morais, Políticos e Literários. Rio de Janeiro: Topbooks, pp. 11-46.

18 comentários:

Anônimo disse...

não seii se esta certo , mais foi util (: Obg s2

Géssica Pires de Souza disse...

Não concordo com a afirmação desse texto,mas cada pessoa tem o seu ponto de vista para observar o que esta escrito, se é verdade ou não!!!

Anônimo disse...

essa porra tá errada onde/??
parem d reclamar pow.
adorei o texto.

Anônimo disse...

O texto ta certo sim!!
vlw mano!

Anônimo disse...

belo texto, capitou a alma do jovem hume e nos troxe a retrospectiva da sua historia!

me ajudou muito ...
obrigada !

Anônimo disse...

wwee morre diabo tami ouvindo?? adorei o texto muito me ajudou

Anônimo disse...

A linguagem desse texto está muito científica, não entendi quase nada.

Anônimo disse...

Que porra de texto é esse em, esse texto tem uma linguagem muito enloquente, científica, pra que isso. Quem foi o idiota que fez esse texto?

Anônimo disse...

se tu nao sabes ler um texto cientifico, para que estuda afinal?!

Anônimo disse...

não entendi nadinha, mas penso que vai ajudar-me a ter boa nota... mas que fique bem claro, NAO ENTENDI NADINHA DE NADA, gostava de saber quem fez isto...

Anônimo disse...

Criticar é fácil,difícil é fazer. ótimo texto .'.

Anônimo disse...

UAHSUAHSUHA ' esse povo Fala dms vlh o texto ta otimo e aposto que ajudou a todos que leram , mt obrigado ao autor isso vai me passar de serie :DDD

Anônimo disse...

brigadão... kom esi texto eu akabei di fazê meu trabalho di filosofia...
valeu!!! s2

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

O texto não está ruim, mas tem umas terminologias que podem ser bem perigosas e levar alguns professores à loucura (rsrs). Por exemplo, em dado momento você afirmou "[...]produzindo a crença na realidade daquilo que é representado". A única objeção que tenho, neste trecho, diz respeito a utilização que você faz do termo "representação" pois, em si, a palavra já supõe a existência de um objeto, e Hume jamais supõe nada como a existência de objetos macro-físicos, nem se quer pretendeu provar sua existência (ao contrário de Descartes). A impressão NÃO É uma representação. Representação é um termo que funciona bem em autores como Kant ou Schopenhauer (talvez até mesmo em Husserl, já que para ele, consciência é sempre consciência de algo)mas não em Hume. Este, na verdade, pode se dizer, não consegue se quer justificar de fato nossa crença na existência dos corpos, exceto por constatar que, em virtude de um princípio da natureza humana, acreditamos na existência destes.

Anônimo disse...

olha so vcs que critica sem saber de nada aprendar o que filosofia para depois poder critica. esse texto estar ótimo.

Anônimo disse...

Gostei do texto,