Vendo meu voto por segurança pública
Somos responsáveis pela legitimidade concedida ao Estado, por meio do processo democrático, para o uso do monopólio da violência. Em palavras menos sociológicas, elegemos governos para sermos protegidos de nós mesmos. Portanto, a segurança dos cidadãos deve ser sempre matéria prioritária, tanto na elaboração das leis quanto na alocação dos recursos necessários para que elas sejam cumpridas.
Para combater a violência é preciso extirpar a impunidade de nossa sociedade, impetuosamente. Concordamos com isso, é lugar comum. Mas quando nos atinamos da etimologia de “impunidade”, e entendemos que será necessário punir o criminoso severamente, como se faz no primeiro mundo, caímos na relatividade da reabilitação, da ressocialização, do debate sobre direitos, inclusão social e toda aquela cantilena do mundo medíocre em retrocesso. O Riobodycount (inspirado no Iraqbodycount) publica hoje a marca de 271 mortos e 150 feridos, desde 1º de fevereiro de 2007. Mais uma idéia interessante que não consegue deixar de se corromper requerendo “inclusão social”.
O Governador Sérgio Cabral me surpreendeu positivamente com a proposta federalista sobre a legislação. Vendo meu voto por uma proposta ultra-federalista, com polícia unificada estadual. Não tenho dúvidas de que teríamos melhores serviços por menos impostos.
E eu também acho isso e isso.